As Glórias de Srimati Gangamata Gosvamini

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As Glórias de Srimati Gangamata Gosvamini

Dandavat Pranamas! Todas as glórias a Sri Sri Guru e Gauranga! Neste ano de 2018, em 22 de junho, é o dia do divino aparecimento de Srimati Gangamata Gosvamini, do sagrado desaparecimento de Srila Baladeva Vidyubusana, e Gangā dāsahara: adoração a Gangā-devi! A seguir, apresentamos uma bela aula em glorificação a Gangamata Gosvamini, dada por Srila Gurudeva Bhaktivedanta Narayana Gosvami Maharaja, no dia 13 de janeiro de 2000, em Murwillumbah, na Austrália. 

♥ Categoria: 2000, 13 de Janeiro
♥ Postagem Original: 2015, 27 de Maio
♥ Última Atualização: 2018, 22 de Junho

Srimati Gangamata Gosvamini

Srimati Gangamata Gosvamini

Havia uma belíssima menina no leste da Bengala chamada Saci devi, e Ela era a filha do rei de Putiya. Desde o início de sua vida ela ouvira falar sobre o Senhor Krsna, e a partir daquele momento, entregou todo o seu coração a Ele. Quando tinha cerca de cinco anos de idade, ela costumava adorar Krsna, cantar para Krsna, brincar com Krisna, e fazer tudo com Ele. Quando tinha cerca de 16 anos, tornou-se completamente enlouquecida por ele.

Saci devi não era apenas belíssima, mas também muito inteligente, e costumava estudar sânscrito e bengali. Seu pai e sua mãe estavam preocupados em providenciar seu casamento, mas ela recusava-se totalmente quanto a isso. Ela dizia a seu pai: “Meu casamento já aconteceu. Não há necessidade de outro casamento. Não se preocupe, eu irei para Vrindavana e encontrarei meu amado lá.”

Ela então pegou suas Deidades e estava pronta para partir, sozinha e a pé, o que equivalia cerca de 3000 ou 4000 milhas de jornada. Não havia aviões ou quaisquer conveniências modernas naquela época. Ela estava se preparando para ir a pé, mas seu pai organizou tudo para a sua viajem.

Chegando em Vrindavana e estando completamente apaixonada e controlada pelo desejo de encontrar Krsna, ela começou a procurar por Ele em todos os lugares, vagando aqui e acolá. Ela ia à Vamsivata, e perguntava à figueira do local: “Onde está Krsna? Você pode me dizer onde está Krsna?”

Havia um discípulo de um devoto muito exaltado, chamado Haridasa, que era da linhagem de Srila Rupa Gosvami. Ele estava sempre cantando e se lembrando de Krsna. Ele também costumava dar aulas, assim como eu dou à noite, e todos os Vrajavasis, santos e sadhus da nossa linhagem  compareciam. Saci devi também costumava ouvir suas aulas e se sentia muito atraída. Ela disse a Haridasa: “Eu estou me abrigando em você. Por favor, me dê  iniciação, caso contrário morrerei. Eu quero ver Krsna, e desejo servir a Radha e Krsna.” Ao ouvir isso, ele ficou muito feliz! Embora nunca quisesse iniciar ninguém, ele iniciou aquela linda princesa.

Haridasa então passou a dar instruções a Saci devi sobre como cantar, como lembrar, como praticar na linhagem de Srila Rupa Gosvami, como Krisna era o seu amado, e sobre como ela poderia servir Radhika. Ele disse a ela que o seu guru era uma manifestação de Srimati Visakha devi e de Sri Rupa Manjari.

Sri Haridasa não queria que Saci devi permanecesse sozinha. Ele notificou-a sobre a existência de uma senhora idosa de aproximadamente 50 anos, que era muito avançada em hari-bhajana (prática espiritual do cantar do Santo Nome de Deus). Ele a entregou a essa devota, assim como Sri Caitanya Mahaprabhu colocou  Srila Raghunatha dasa Gosvami sob a proteção de Sri Svarupa Damodara.

Após sua iniciação, Saci devi estava sempre chorando por Krsna. Ela costumava cantar mais de cem mil nomes (64 voltas) de harinama diariamente, e estava totalmente, profundamente absorta.

Saci devi estava sempre chorando por Krsna. Ela costumava cantar mais de cem mil nomes (64 voltas) de harinama diariamente, e estava totalmente absorta.

Após sua iniciação, Saci devi permanecia sempre chorando por Krsna. Ela costumava cantar mais de cem mil nomes (64 voltas de japa) de harinama (Santos Nomes de Deus) diariamente, e estava totalmente absorta. Seu guru nunca havia lhe dado qualquer bhajana-kutira (uma pequena casa, quarto ou cabana utilizada para cantar e lembrar de Krsna). Ao invés disso, ele disse a ela: “Oh, você deve providenciar isso por conta própria, não me envolvo com tais coisas. Administre essa parte da sua vida.”

Saci devi vivia em um templo em ruínas no Yamuna ghata, e lá ela praticava seu sadhana-bhajana (prática espiritual). Ela nunca fazia qualquer arranjo para providenciar prasada, mas ia de porta em porta e aceitava um pouco de madhukari (esmola de prasada). Ela comia apenas um quarto de um chapati em uma refeição, não ingerindo tudo ou sequer a metade dele. Todos a amavam e queriam lhe dar alimentos, mas ela nunca aceitava. Ela nunca vestia belas roupas, usando apenas um pano branco rasgado, e estava sempre satisfeita assim. Ela não tinha acesso à eletricidade ou a quaisquer tipos de facilidades.

Ao ouvir constantemente sobre Krsna, e assim desenvolver sua Consciência de Krsna, ela passou a ser completamente renunciada. Quando ela tinha 25 anos de idade, seu gurudeva lhe disse: “É hora de você ir para o Radha-Kunda, o local de Srila Raghunatha dasa Gosvami, e praticar bhajana como ele. E leve essa senhora devota e bondosa com você.”

Durante os 25 anos seguintes, Saci devi permaneceu na ordem de vida renunciada, fazendo madhukari (esmolando), e, de alguma forma, mantendo sua vida. Não havia nenhum problema quanto à sua manutenção, e, portanto, ela costumava realizar bhajana dia e noite. Ela não dormia, nem mesmo à noite.

Quando ela tinha 25 anos de idade, seu gurudeva lhe disse: "É hora de você ir para o Radha-Kunda, para o local de Srila Raghunatha dasa Gosvami, e fazer bhajana como ele. E leve essa boa senhora devota com você." Durante os 25 anos seguintes, Saci devi manteve-se na ordem renunciada, fazendo madhukari (esmolando) e de alguma forma mantendo sua vida. Não havia nenhum problema quanto à sua manutenção, e portanto ela costumava realizar bhajana dia e noite. Ela não dormia, nem mesmo à noite.

Quando ela tinha 25 anos de idade, seu gurudeva lhe disse: “É hora de você ir para o Radha-Kunda, para o local de Srila Raghunatha dasa Gosvami, e fazer bhajana como ele. E leve essa boa senhora devota com você.” Durante os 25 anos seguintes, Saci devi manteve-se na ordem renunciada, fazendo madhukari (esmolando) e de alguma forma mantendo sua vida. Não havia nenhum problema quanto à sua manutenção, e portanto ela costumava realizar bhajana dia e noite. Ela não dormia, nem mesmo à noite.

Passados vinte e cinco anos, seu guru, agora muito idoso, chamou-a e disse: “Agora você deve ir para Nilacala, Jagannatha Puri, perto do Gambira, o local de Sri Caitanya Mahaprabhu, e permanecer lá por algum tempo. Lá você se tornará siddha, perfeita, então não perca tempo. Além disso, eu gostaria que você reconstruísse o local de Sri Sarvabhauma Bhattacharya, que atualmente está em ruínas. Ninguém está cuidando ou sabe sobre a existência dele. Então vá, descubra este local, faça um templo muito simples lá, pratique adoração, viva lá, e honre a prasada de Jagannatha.

Templo de Sri Sarvabhauma Bhattacharya reconstituído.

Templo de Sri Sarvabhauma Bhattacharya reconstituído.

Aquela senhora idosa havia partido, e, portanto, Saci devi seguiu sozinha. De alguma forma, ela veio da mesma maneira que Srila Sanatana Gosvami veio de Vraja Mandala para Jagannatha Puri, viajando muitos dias a pé. Vocês não podem imaginar como ela fez isso.

Em determinada ocasião, em Puri, Saci devi descobriu o local de Sarvabhauma Bhattacharya. Ela construiu uma cabana de folhas e começou a morar lá, cantar e lembrar-se do Senhor Krsna. À noite, ela dava aulas sobre Rasa Pancadyaya (as lilas ou passatempos do Senhor Krsna com as gopis de Vrindavana, citadas nos cinco capítulos do décimo canto no Srimad-Bhagavatam). Às vezes ela falava sobre o Venu-gita, e por vezes, abordava outros assuntos muito importantes do Srimad-Bhagavatam.

Ao dar aulas, lágrimas rolavam dos olhos de Saci Devi. Todos os residentes de Puri se sentiam atraídos, e até mesmo o rei costumava ir disfarçado para ouvi-la. O rei fez então uma proposta: “Quero dar algo a você. Desejo construir uma bela cabana e dar-lhe em doação.” Saci devi recusou e disse: “Eu não quero uma doação de um rei.”

Um dia, em Makhara-sankranti, milhões de indianos estavam indo se banhar no rio Ganges, que ficava centenas de quilômetros de distância de Puri. Naquela momento, Saci devi decidiu: “Eu também devo ir ao Ganges banhar-me.” Ela estava determinada em sua mente e estava a caminho, quando à meia-noite teve uma visão: “Oh, o Ganges está vindo!” Havia uma corrente muito pesada rugindo, e como que por mágica, ela repentinamente encontrara-se no Ganges, onde milhões de pessoas estavam se banhando! A corrente do Ganges levou-a para o templo do Senhor Jagannatha, e então ela entrou e tocou os pés de Jagannatha!

[O Ganges originalmente veio dos pés de Jagannatha-deva, porque Ele é o próprio Krsna. Quando Sri Vamanadeva arrebatou o universo de Bali Maharaja, seu pé atravessou a cobertura universal e tocou o Oceano Causal. Uma gota desse Oceano Causal entrou no universo como o Ganges. Também é dito que o Ganges é originalmente uma sakhi de Srimati Radhika em Goloka Vrndavana. Portanto, pode-se dizer que o próprio Jagannatha, na forma do Ganges, havia trazido Saci devi para junto dos Seus pés de lótus.] Ela estava agora aos pés do Senhor Jagannatha, e a porta estava fechada. Não havia ninguém mais lá.

Ela estava determinada em sua mente e estava a caminho, quando à meia-noite teve uma visão: "Oh, o Ganges está vindo!" Havia uma corrente muito pesada rugindo, e como que por mágica, ela repentinamente encontrara-se no Ganges, onde milhões de pessoas estavam se banhando! A corrente do Ganges levou-a para o templo do Senhor Jagannatha, e então ele entrou e tocou os pés de Jagannatha!

Ela estava determinada em sua mente e estava a caminho, quando à meia-noite teve uma visão: “Oh, o Ganges está vindo!” Havia uma corrente muito pesada rugindo, e como que por mágica, ela repentinamente encontrara-se no Ganges, onde milhões de pessoas estavam se banhando! A corrente do Ganges levou-a para o templo do Senhor Jagannatha, e então ela entrou e tocou os pés de Jagannatha!

Pela manhã, o sacerdote veio, abriu a porta, e muitíssimas pessoas vieram para receber o darsana da deidade. O sadhu viu aquela senhora e disse: “Oh, por que você entrou aqui? Para roubar os ornamentos de Jagannatha?”

Saci devi estava absorta em Krsna, pensando: “Krsna é tão misericordioso. Ganges veio até mim, banhou-me em suas águas, e sua corrente levou-me aos pés de lótus de Jagannatha!” Ela não era capaz de responder. É proibido para um devoto revelar suas realizações e, além disso, ninguém teria acreditado nela. Assim, ela foi  levada para a cadeia como se fosse uma ladra.

Saci devi estava absorta em Krsna, pensando: "Krsna é tão misericordioso. Ganges veio até mim, banhou-me em suas águas, e sua corrente me levou para os pés de lótus de Jagannatha!"

Saci devi estava absorta em Krsna, pensando: “Krsna é tão misericordioso. Ganges veio até mim, banhou-me em suas águas, e sua corrente me levou para os pés de lótus de Jagannatha!”

Durante a noite, Jagannatha apareceu em um sonho do rei, e também do pujari principal. Saci devi agora ficaria famosa como Gangamata Thakurani ou Gangamata Gosvamini, por ter sido carregada pelo Ganges. Jagannatha disse a eles: “Vá logo e implore o perdão dela. Traga Gangamata Thakurani em uma carruagem dourada, ao som de tambores e com todas as parafernálias para fazer uma procissão real e uma recepção digna de uma rainha. Além disso, você deve se tornar um discípulo desta senhora, juntamente com os seus sacerdotes e todas as outras pessoas proeminentes.”

O rei acordou e em seguida foi até a cadeia com a carruagem dourada, uma grande multidão, e uma recepção real. Ele a levou para a sua cabana e disse: “Jagannatha me falou: Você deve se abrigar nesta devota. Se você não receber iniciação dela, destruirei toda a sua dinastia.” Junto a todos os seus conselheiros e outros, ele agora começou a jejuar e orar: “Por favor, fique satisfeita conosco e nos dê iniciação o quanto antes.” Gangamata Thakurani respondeu: “Meu guru não me ordenou fazer isso. Eu não quero ter nenhum discípulo “. Jagannatha, então, ordenou à ela: “Por mim, para me agradar, você deve aceitar discípulos.” Ela então os aceitou.

Ele de fato construiu um templo, mas Gangamata Thakurani estava sempre vivendo no templo de seu próprio coração. Seu templo verdadeiro era lá.

Ele de fato construiu um templo, mas Gangamata Thakurani estava sempre vivendo no templo de seu próprio coração. Seu templo verdadeiro era lá.

O rei prometeu: “Eu darei um terreno para Sarvabhauma Bhattacarya, e farei um excelente templo lá. Sei que você veio a mando do seu gurudeva para isso.” Ele de fato construiu um templo, mas Gangamata Thakurani estava sempre vivendo no templo do seu próprio coração. Seu templo verdadeiro era lá.

Ela continuou dando aulas, e todos os residentes de Puri, assim como os devotos altamente elevados, costumavam frequentar. Certo dia, enquanto estava absorta em cantar e lembrar dos passatempos de Krsna, um brahmana de Jaipur veio até ela. Este brahmana estava servindo a deidade de Raya Kisora,  o próprio Sri Krsna.

Krsna disse a ele em um sonho: “Por favor, me leve para Puri e entregue-me à Gangamata Thakurani. Ela me servirá. Se você não fizer isso eu o amaldiçoarei. Você não está prestando serviço adequado. Às vezes você me dá oferendas, outras vezes não. Às vezes você me dá banho, outras vezes não. Você não está fazendo o serviço como fazia antes. Então, por favor, vá lá e me entregue à ela. Caso contrário, eu amaldiçoarei você e toda a sua dinastia também será arruinada”.

O brahmana então colocou a bela Thakuraji (Deidade) em uma cesta, e caminhou a pé durante muitos meses, até finalmente chegar em Puri. Nesse momento, ele se aproximou de Gangamata Thakurani e pediu à ela: “A Thakuraji veio até você. Por favor, fique com Ela e sirva-A. Ela se recusou e disse: “Estou realizando manasi-seva (adoração a Sri Radha-Krisna por meio da meditação) na linha de Srila Rupa Gosvami . Eu não posso fazer tudo isso. Não tenho tempo para adorar com parafernália externa.”

O brahmana ficou muito preocupado e pensou: “O que devo fazer?” Gangamata Thakurani tinha um jardim de Tulasi. Naquela noite, o brahmana deixou a Deidade no meio de seu jardim de Tulasi e fugiu. Às quatro horas da manhã seguinte, Raya Kisora, que é Syama Raya, Vrajendra-nandana Syamasundara, disse à Gangamata: “Você está me negligenciando. Eu vim para receber o seu serviço, o seu amor e carinho, e você está me rejeitando. Eu tenho sede e estou com tanta fome! Por favor fique comigo. Prepare algo e ofereça para Mim”. Então, Gangamata Thakurani foi ver esta Deidade. Encantada, ela tomou-a em seus braços, levou-a para dentro do templo e começou a adorá-la ali. Ainda hoje esta vigraha (Deidade) existe lá.

Quando o rei ouviu sobre isso, ele pensou: “Eu sou tão afortunado por ser o discípulo desta devota tão elevada.”

Todas as mulheres deveriam tentar ser como Gangamata Thakurani. Ela nunca nem mesmo sonhou em se casar com qualquer pessoa mundana. Eu vim para ajudar vocês a se tornarem uma devota assim.

Todas as mulheres deveriam tentar ser como Gangamata Thakurani. Ela nunca nem mesmo sonhou em se casar com qualquer pessoa mundana. Eu vim para ajudar vocês a se tornarem uma devota assim.

Todas as mulheres deveriam tentar ser como Gangamata Thakurani. Ela nunca nem mesmo sonhou em se casar com qualquer pessoa mundana.Eu vim para ajudar vocês a se tornarem  uma devota assim. O mundo é como um fogo, uma floresta queimando em chamas. Nós vimos um grande incêndio na Flórida, que queimou quilômetros a fio, e o governador não pode fazer nada. O incêndio florestal ardente da existência material é maior do que isso. Nós estamos nesse fogo, e nós nunca poderemos ser salvos enquanto estivermos na consciência material. Se alguém coloca ghee no fogo, o que acontecerá? Ele se expandirá. Você não será capaz de  se salvar.

kundaO pai de Yadu Maharaja, Yayati, tinha tantas esposas muito belas, mas ele não estava satisfeito. Em sua idade avançada, ele queria ter a juventude de seu filho, mas Jadu Maharaja recusou e lhe disse: “Esta vida destina-se apenas a servir a Krsna. Se você fosse um devoto puro, eu ficaria muito feliz em dar-lhe a minha juventude “. Yayati então pediu ao seu segundo filho, Puru. Ele disse: “Puru, você é meu tão querido filho. Por favor, me dê sua juventude. Eu quero experimentar mais prazer material. Minha sede ainda não foi saciada.” Puru respondeu: “Oh pai, eu vim de ti, e por isso eu estou te dando a minha juventude.” Yayati assim se tornou jovem, e por muitos milhares de anos ele se envolveu na gratificação dos sentidos. Ainda assim, ele não estava satisfeito. No entanto, certa vez ele pensou: “Que estupidez eu estou cometendo?” Ele rapidamente devolveu a juventude para seu filho,  e então deixou todas as considerações materiais e foi para a floresta.

Esta história mostra que o mundo é um fogo ardente. O fogo no mar é milhares de vezes maior que o incêndio na floresta, e nós estamos neste fogo. Nós devemos tentar conhecer todas estas verdades. Não desperdice seu tempo. Tente desenvolver sua consciência de Krisna. Se você é casado, não há mal nenhum nisso. Junto com sua esposa e filhos, você deve tentar ser desapegado. Deve haver algum senso de dever, mas nenhum tipo de apego. Você deve pensar: “Eu devo servir minha esposa (ou marido) e filhos, porque eles são servos eternos de Krsna. Por esta razão, para que eles possam desenvolver a sua consciência de Krisna, eu devo ajudá-los.”

Samadhi de Sarvabhauma and Gangamata Gosvamini, em Jagannatha Puri.

Samadhi de Sarvabhauma e Gangamata Gosvamini, em Jagannatha Puri.

Devotos do sexo masculino devem tentar se tornar como Srila Raghunatha dasa Gosvami, Srila Sanatana Gosvami, e Srila Rupa Gosvami. As devotas deveriam ser como Gangamata Thakurani, Jahnava Thakurani e Hemalata Thakurani. Às vezes, Jahnava Thakurani exibia quatro braços. [Jahnava Thakurani é a potência eterna do Senhor Nityananda. Nityananda tem duas potências, Jahnava e Vasuda. Vhirabhadra, o filho de Vasuda devi, é uma encarnação divina, e estava procurando um Guru. Ele foi orientado a abrigar-se em Jahnava Thakurani, mas pensou: “Ela é como minha mãe. Como ela poderá ser o meu Guru?”  Certa vez, bem cedo pela manhã, depois de fazer suas necessidades e um pouco antes de tomar seu banho, Jahnava Thakurani estava despida da cintura para cima, como era o costume das mulheres indianas. Vhirabhadra a viu nessa condição, de pé junto a um poço, e ficou muito envergonhado. Ela imediatamente manifestou seus dois braços adicionais, e com eles  cobriu seus seios. Vhirabhadra então ofereceu pranamas (reverências) à ela, e assim aceitou iniciação.]

Não desperdice o tempo de vocês. Permaneça em sua posição, e se você é casado, tudo bem. Se você não é casado, se você é renunciado, tudo bem. Se você não é renunciado, tudo bem. Mas, ouça harikatha onde quer que você esteja e em qualquer posição que você esteja. Ofereça pranamas a este local onde harikatha está sendo falado. Ofereça satsanga-pranamas ao orador e à toda audiência. Então, muito em breve você terá sadhana-bhakti, bhava-bhakti e prema-bhakti. Tente realizar todas essas verdades.

O fogo no mar é milhares de vezes maior que o incêndio na floresta, e nós estamos neste fogo. Nós devemos tentar conhecer todas estas verdades. Não desperdice seu tempo. Tente desenvolver sua consciência de Krisna.

O fogo no mar é milhares de vezes maior que o incêndio na floresta, e nós estamos neste fogo. Nós devemos tentar conhecer todas estas verdades. Não desperdice seu tempo. Tente desenvolver sua consciência de Krisna.

Retirado do site Pure Bhakti

Gaura Premande! Hari Haribol!
Jay Gangamata Gosvamini Ki! Jay!!!